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quarta-feira, 13 de maio de 2020

Plástico e aves marinhas

Estudo desenvolvido pelo Fundo Mundial da Natureza (WWF) e publicado em 2018 afirma que 9 a cada 10 aves marinhas possuem partículas plásticas em seu estômago.
Tal situação coloca em risco não somente a vida das aves adultas, como também dos seus filhotes, já que muitos são alimentados por seus pais com esses detritos.
A projeção para o futuro é desalentadora. Se não ocorrerem mudanças na forma como objetos de plástico são descartados, cerca de 99% das espécies de aves marinhas terão sua sobrevivência ameaçada.

Fonte da imagem: https://www.noticiasaominuto.com/pais/745077/sobre-exploracao-e-lixo-marinho-entre-os-principais-problemas-dos-oceanos

Fonte da imagem: http://estrategiaeexcelencia.blogspot.com/2011_03_01_archive.html

Fonte da imagem: https://marsemfim.com.br/mares-e-oceanos-mais-poluidos/


Mais plástico do que peixes nos oceanos

Em 2016, um documento do Fórum Econômico de Davos afirmou que no ano de 2050 haverá mais plástico do que peixes nos oceanos, em massa.
É preocupante esse alerta. O destino incorreto das embalagens plásticas tem sido um tormento para as espécies marinhas, ameaçando as cadeias alimentares e, podendo ter reflexos sobre a qualidade dos peixes que estamos consumindo.
Torna-se cada vez mais comum, a presença de partículas plásticas no estômago desses animais que as confundem com alimento.
Os celacantos, peixes que já existiam há 400 milhões de anos, sobreviveram às grandes mudanças pelas quais o planeta vivenciou. Pode ser que não consiga suportar os danos causados pela poluição ambiental.


Celacanto, peixe fóssil com presença de plástico em seu corpo.
Fonte da imagem: https://www.theuniplanet.com/2018/08/nem-fosseis-vivos-oceanos-escapam-nosso-lixo-plastico.html

Fonte da imagem: https://www.seawatchfoundation.org.uk/plastic-soup-a-micro-problem/

sábado, 9 de maio de 2020

Resíduos plásticos nas florestas

A presença de embalagens plásticas está disseminada em todos os ambientes.
Nas florestas elas também podem ser encontradas. A foto se refere a um fragmento de mata e foi tirada no distrito de Nossa Senhora do Amparo, em Barra Mansa.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Microplásticos viram lar para micróbios

Microplásticos são fragmentos de garrafas pet, sacolas e outros produtos plásticos com, no máximo, 5 mm de diâmetro.
Calcula-se que 5 trilhões dessas partículas estejam presentes nos oceanos o que tem causado modificações nesses ambientes, segundo a pesquisadora Kassandra Dudek, da Arizona State University.
Os microplásticos estão sendo usados pelas bactérias marinhas como recifes artificiais. Elas aderem à sua superfície formando uma espécie de biofilme, onde se reproduzem.
Tanto plástico nos oceanos levou os pesquisadores a proporem o termo plastifera, que se refere ao novo ecossistema formado por essas partículas e os seres que nela vivem.
Até 12,7 milhões de toneladas de plástico chegam aos oceanos, anualmente.
Segundo a pesquisadora Linda Amaral-Zettler, do Laboratório de Biologia Marinha da Universidade de Chicago, uma única partícula pode abrigar mais de mil tipos de bactérias e algas, sendo que algumas dessas espécies têm a capacidade de degradar plásticos o que poderia ser uma boa notícia. Entretanto, o volume de plástico poluindo os ambientes aquáticos marinhos é muito maior do que esses micro-organismos podem dar conta.
Entre essas bactérias habitando a platisfera, também podem ser encontradas as causadoras do cólera, doença que pode ser fatal para o ser humano.

Fonte: https://www.pensamentoverde.com.br/meio-ambiente/microplasticos-marinhos-viram-lares-para-microbios/



Fonte da imagem:  https://www.cbsnews.com/news/microplastics-arctic-circle-ocean-pollution-plastic-waste-around-the-world/

domingo, 24 de março de 2019

Dia Mundial da Água - 22 de março

Os alunos que participam da Equipe Ecológica Bioma realizaram uma caminhada pela comunidade de Santa Isabel do Rio Preto, no dia 22 de março, com o intuito de verificar as condições em que se encontram as minas d'água na comunidade. Eles visitaram o bairro Vila Ivete, onde existem três minas: uma próximo ao posto de gasolina e duas no final da rua da oficina do Quin. Também foram próximo à torre, às margens da rodovia e constataram que a mina do local secou, mesmo em pleno período chuvoso. Também secou uma pequena nascente outrora localizada próximo à passarela que dá acesso ao campo de futebol.

Embalagem de leite dentro do rio São Fernando, próximo à ponte.


Embalagem jogada na rua a poucos metros da margem do rio São Fernando.


Saco jogado à margem do córrego da Vila Ivete.


A água da mina da Vila Ivete é consumida por muitos moradores da comunidade. Aparentemente, a água é de boa qualidade. A mina no local está razoavelmente conservada.


Alunos coletando alguns materiais que estão localizados próximos à mina.


Um material comum encontrado ao lado da mina da Vila Ivete é o resto de rótulos de garrafas pet. Também foram encontrados sacolas plásticas.


Na mina próxima ao posto de gasolina paramos para descansar.


Lixo lançado ao lado da mina localizada próximo ao posto de gasolina.


Materiais como garrafas pet, copos de sucos e embalagens de biscoitos foram encontrados em uma antiga pequena nascente que existia próximo à passarela que dá acesso ao campo.


Aqui existia uma pequena nascente d'água que desaguava diretamente no rio São Fernando. Hoje, ela desapareceu devido ao assoreamento e ao lixo acumulado. 


Dia Mundial da Água (produção de cartazes)

Para chamar a atenção dos alunos para o dia 22 de março, Dia Mundial da Água, foi realizada a leitura de um texto abordando a problemática da água. Em sala de aula eles foram orientados para a produção de um pequeno cartaz contextualizando o assunto. Aqui vemos alguns dos trabalhos produzidos. A atividade foi desenvolvida com os alunos do 8º e 9º anos.

Alunos do 8º ano produzindo seus cartazes.

Trabalho produzido por Lourrâine, 8º ano.

Trabalho produzido por Mariana, 8º ano.

Trabalho produzido por Layriane, 8º ano.

Trabalho produzido por Mariely, 8º ano.

Trabalho produzido por Gabriela, 8º ano.

Trabalho produzido por Wagner, 9º ano.

Trabalho produzido por Raphael, 9º ano.


domingo, 3 de fevereiro de 2019

Quanto de lixo cada brasileiro produz?


O Brasil produz, em média, 387 quilos de resíduos sólidos por pessoa a cada ano. Para efeitos de comparação, o Japão produz 354 quilos. Ou seja, produz-se mais do que em certos países altamente industrializados. Em compensação, somente 58 % do que é produzido tem um destino adequado e, nesse aspecto, nosso país é comparável à Nigéria.
Calcula-se que 2 bilhões de toneladas de lixo sólido são produzidos todo ano no mundo. Sendo que, cerca da metade da população, não conta com um serviço adequado de coleta e destinação final desse material.
No Brasil, pouco mais de 3000 municípios produzem 30 milhões de toneladas anuais de lixo que são destinadas aos lixões, o que representa 42% do total. Ao todo, são 80 milhões de pessoas que não têm acesso a um serviço adequado de coleta e destinação final dos resíduos de suas casas.
Considerando a questão da reciclagem, 82 % dos municípios brasileiros não possuem programas públicos de coleta seletiva. (Dados referentes a 2016).

Fonte:  https://sustentabilidade.estadao.com.br/blogs/ambiente-se/brasil-produz-lixo-como-primeiro-mundo-mas-faz-descarte-como-nacoes-pobres/

sábado, 8 de dezembro de 2018

Golfinho morre devido ao lixo nos mares



             Uma toninha (Pontoporia blainvillei), espécie de golfinho de pequeno porte, foi encontrada com um lacre que a impedia de se alimentar, próximo à orla de Praia Grande, no litoral de São Paulo. Segundo o instituto que o resgatou, o animal já estava morto, com sinais de desnutrição e com plásticos no sistema digestório.

         A localização ocorreu durante o fim de semana por um pescador, depois que a toninha, já sem vida, ficou presa acidentalmente na rede que ele havia jogado no mar. Tratava-se de um macho adulto, que foi entregue à equipe do Instituto Biopesca, responsável por fazer o monitoramento costeiro daquela região.
         Segundo o veterinário responsável do instituto, Rodrigo Valle, essa espécie de golfinho corre risco de extinção. Segundo ele, o animal estava visivelmente magro, o que indica que ele não conseguia se alimentar há algum tempo, em razão do lacre em forma de argola preso ao rostro (estrutura que se assemelha a um bico).
         Além disso, ao ser submetido a exame necroscópico, a equipe do instituto também verificou que não havia qualquer alimento, além de pedaços de plástico, no sistema digestório da toninha. Para Valle, a morte desse animal evidencia o impacto humano diante do ecossistema marinho dessa região do estado.
         “Tivemos [ocorrências] com diferentes espécies. O lixo é principalmente plástico, e a situação é bem preocupante”, declarou. No descarte de lacres, por exemplo, recomenda-se que, além de fazê-lo em locais adequados, a pessoa também os corte, para evitar que se prendam a animais.
         Aproximadamente 70 animais encalham (a maior parte já sem vida) e são resgatados por mês, em 80 quilômetros de praias, em quatro cidades da região, pela equipe do instituto. Das tartarugas, um levantamento mostra que em 90% delas foram encontrados resíduos plásticos no sistema digestor.
Fonte: noticias.ambientebrasil.com.br

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Poluição por sacolas plásticas


As sacolas plásticas, apesar de sua praticidade, se tornaram uma grande vilã do meio ambiente. Não pela sacola em si, mas pelo seu descarte que é feito de maneira inadequada.

Muitas dessas sacolas são descartadas nas ruas. Inevitavelmente, elas irão parar nos bueiros causando o seu entupimento. Já começam aí os problemas.
Muitas pessoas acreditando estar dando um destino adequado a essas sacolas, as usam para acondicionar lixo. O problema é que grande parte desse lixo é coletado e depositado inadequadamente em terrenos baldios e lixões, muitos clandestinos, próximos aos cursos d'água, quando não é descartado diretamente em rios e córregos pelas populações ribeirinhas, o que é muito comum.
O destino dessas sacolas então é certo: o ambiente aquático onde causam grandes danos aos animais marinhos ou que deles se alimentam.
Calcula-se que, no mundo todo, são consumidas 1 milhão de sacolas plásticas por minuto. Descartadas na natureza, levam até 200 anos para se decomporem e as suas micropartículas (micro-plásticos) acabam indo parar no sistema digestório dos animais. Hoje, boa parcela dos peixes que consumimos estão contaminados com esses micro-plásticos.

Como reduzir o uso das sacolas plásticas?

Para reduzir o uso dessas sacolas é necessário uma mudança de comportamento da pessoa. Para isso, ela pode:
- levar uma sacola de pano ou de outro material mais resistente e reutilizável para fazer compras;
- quando comprar somente um produto já embalado, optar por trazê-lo à mão, principalmente, se ele mora próximo ao estabelecimento em que está comprando ou se está de carro.

Mudando hábitos dá para reduzir significativamente o consumo das sacolas plásticas. Mas, essa mudança deve ocorrer também por parte dos estabelecimentos comerciais e dos órgãos governamentais que deveriam criar estímulos para as pessoas reduzirem o uso dessas embalagens.